Em resumo
- O UGC não está saturado: repete-se demasiado uma única abordagem baseada em problema, explicação, solução e marca.
- O problema não é a qualidade, mas sim a repetição, que faz com que o utilizador reconheça o anúncio e deixe de prestar atenção.
- Storytelling, POV, situações do quotidiano e trends permitem utilizar o UGC para entreter, criar ligação e construir a marca.
Neste artigo
O mundo do UGC ouve há algum tempo a mesma frase: “já não funciona”, “está saturado”, “já não converte da mesma forma”.
Mas a realidade é bastante diferente.
O UGC não está saturado. Está saturada uma única abordagem ao UGC.
Aqui explicamos-te tudo. Carrega no play!
O verdadeiro problema: todos estão a fazer o mesmo
Na maioria dos conteúdos UGC, repete-se o mesmo padrão:
Problema → explicação → solução → marca
Este formato funciona em publicidade. Mas quando se torna a única forma de criar conteúdo, acontece o inevitável:
- O utilizador reconhece-o como anúncio em segundos
- Deixa de prestar atenção
- O conteúdo perde capacidade de retenção
Não é um problema de qualidade. É um problema de repetição.
Não é o UGC que falha, é a falta de abordagem criativa
O UGC nas marcas não é apenas uma ferramenta para vender. É uma forma de conteúdo em que os criadores interpretam uma marca através da sua própria linguagem. O problema surge quando é utilizado apenas para uma coisa: resolver problemas do produto
Mas uma marca não vive apenas de explicar por que razão é boa. Também precisa de:
- Criar memorização
- Gerar ligação
- Entreter
- Fazer parte da cultura
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O UGC também é entretenimento
Um dos erros mais comuns é pensar que o UGC tem de parecer sempre um anúncio disfarçado. E não. O UGC também pode funcionar como conteúdo que:
- Entretem sem intenção de venda direta
- Gera humor ou identificação
- Constrói a personalidade da marca
- Faz com que as pessoas queiram ver o conteúdo, mesmo que não estejam a pensar comprar
É aqui que o UGC começa a ser mais poderoso: quando deixa de depender exclusivamente da conversão imediata. Ou seja, utilizar os criadores de conteúdo UGC como atores da tua marca.
Novas abordagens de UGC que estão a funcionar
Sair do esquema clássico abre caminho a formatos novos e muito mais poderosos:
Storytelling
O produto surge integrado numa história, não como protagonista absoluto.
POV (ponto de vista)
O utilizador vive uma experiência por dentro.
Situações do quotidiano
Conteúdo menos perfeito, mais humano, mais real ou exagerado:
UGC para trends
O conteúdo integra-se no que já está a acontecer culturalmente:
Aqui, a marca não é o centro da mensagem, mas sim parte do contexto.
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Perguntas frequentes
Porque é que o UGC perde capacidade de retenção?
Porque muitos conteúdos repetem o mesmo padrão: problema, explicação, solução e marca. O utilizador reconhece-o como anúncio em segundos e deixa de prestar atenção.
Que outros objetivos pode ter o UGC além de vender?
Pode criar memorização, gerar ligação, entreter e fazer parte da cultura. Também ajuda a construir a personalidade da marca e a despertar interesse, mesmo quando não existe uma intenção imediata de compra.
Que formatos de UGC podem afastar-se do esquema clássico?
O storytelling integra o produto numa história; o POV mostra uma experiência por dentro; as situações do quotidiano proporcionam naturalidade, e as trends ligam a marca ao que já está a acontecer culturalmente.
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