Em resumo
- Uma estratégia de redes sociais deve partir de objetivos claros, conhecer a audiência e escolher os canais adequados.
- Combina conteúdo variado —incluindo UGC—, investimento em Ads e interação constante, adaptando a mensagem a cada rede.
- Mede o alcance, o engagement, os cliques, os leads, as vendas e o ROI para otimizar continuamente os resultados.
Neste artigo
Hoje em dia, as redes sociais não são opcionais para as empresas, por muito que muitos “gurus” nos tentem convencer de que não servem para vender ou de que não é preciso estar presente… as redes sociais são a montra onde os clientes (potenciais) descobrem, investigam e decidem se hão de confiar numa marca ou numa empresa. Já não basta “estar no Instagram” ou abrir uma página no Facebook: precisa de uma estratégia de redes sociais clara, mensurável e adaptada ao seu negócio.
Faço aqui um parêntesis. Mais vale não estar do que estar mal. Mas isso aplica-se a qualquer canal da sua empresa, não acha? Se tem uma loja com uma montra abandonada, descuidada e suja, dará uma imagem muito negativa e ninguém entrará; nas redes sociais acontece o mesmo. É a presença digital da sua empresa (para além do seu site).
Trabalhar na criação de conteúdo para redes sociais não é trabalhar no Canva e fazer 2 reels com um banco de imagens
Neste guia, aprenderá a conceber uma estratégia de redes sociais passo a passo, com exemplos de turismo e restauração, software (SaaS), retalho/e-commerce ou setor dos serviços que capta leads, entre outros tipos de negócios.
Antes de continuar a ler, isto interessa-lhe: Estratégia de Marketing Digital 2026.
O que deve avaliar numa estratégia de redes sociais em 2026
Cada estratégia deve ser única para cada marca, por isso isto deve servir-lhe de guia e rascunho de partida, mas deve contar com o acompanhamento de especialistas, quer sejam contratados internamente, quer através da sua agência de redes sociais ou agências de conteúdo.
Antes de mais, deixamos-lhe este episódio do nosso podcast sobre como criar uma estratégia de redes sociais e que tipos de conteúdo deve ter em conta:
1. Defina os seus objetivos de negócio
O primeiro erro de muitas empresas é começarem a publicar sem um objetivo definido. As redes sociais podem servir vários fins, mas deve escolher qual é prioritário para o seu negócio.
Tipos de objetivos:
- Alcance: o KPI mais simples e é que… hoje em dia, as redes sociais tratam, em muitos casos, de conseguir criar um vídeo viral, de conseguir o maior número possível de visualizações por vídeo.
- Reconhecimento da marca: mais visibilidade e melhoria da perceção da marca. Aqui, as métricas podem variar consoante o conteúdo, desde visualizações dos vídeos até à retenção dos mesmos, mas também ao aumento de seguidores ou da taxa de engagement.
- Geração de leads: captar dados de potenciais clientes.
- Vendas diretas: aumentar as conversões da sua empresa. Sim… é mesmo possível vender, não lhe digam o contrário.
- Fidelização: criar uma comunidade para que os clientes voltem a comprar.
Exemplos:
- Turismo: aumentar o engagement e estar presente na fase do funil de tomada de decisão de reservar uma viagem. Inspirar, atrair e converter.
- Restauração: encher mesas com reservas através do Instagram. Para isso, é necessário gerar interesse e desejo com os conteúdos.
- SaaS: captar leads qualificados para demonstrações gratuitas ou free trials.
- Retalho/e-commerce: aumentar as vendas, dar a conhecer produtos
- Serviços (ex.: academias, consultoras): gerar formulários de contacto de clientes interessados.
Pode identificar vários objetivos e KPIs associados a métricas. Se não conseguir alcançá-los, não há problema: pode ir ajustando-os, mas devem servir-lhe de referência para os próximos meses e anos, para que possa fazer um acompanhamento e uma comparação YoY (Year over Year) ou MoM (Month over Month).
Pronto, já definimos os objetivos da empresa nas redes sociais; e agora?

2. Conheça o seu público e os seus micro-nichos
Waaaait, já sei que queres começar a saber que conteúdo e com que influs vais trabalhar, mas ainda não.
As redes sociais não falam para toda a gente: falam para pessoas concretas. Criar uma buyer persona é fundamental, mas o ideal é ir mais além e detetar microsegmentos dentro do teu público. Ou seja, podes ter um cliente ideal, mas de certeza que tens outro tipo de clientes ou gostarias de os ter, certo? Define como seriam!
- Demográfico: idade, sexo, localização
- Tipo de conteúdo que consomem
- Comportamentos de compra: mais digitais ou físicos
- Pontos de dor: o que é prioritário para eles e para a sua geração, ou precisamente o contrário
Exemplos por setor:
- Turismo: famílias com crianças pequenas que preferem viagens organizadas e hotéis com tudo incluído vs. nómadas digitais que viajam com o portátil.
- Restauração: clientes locais à hora de almoço vs. turistas de fim de semana.
- SaaS: gestores que decidem vs. técnicos que utilizam a ferramenta e apresentam a proposta.
- Retalho: clientes recorrentes vs. caçadores de promoções pontuais.
Ferramentas úteis: Meta Insights, Google Analytics, TikTok Insights, inquéritos nas redes sociais.
3. Escolhe as redes sociais adequadas para a tua empresa
Nem todas as redes sociais servem para o mesmo. Escolhe em função do teu setor, do teu público e dos teus objetivos. Ou seja, os dois pontos anteriores…

Olha, talvez esteja na altura de ponderares abrir ou fechar alguma rede social, se já estás a trabalhá-las e não te trazem praticamente nada.
| Setor | Rede recomendada | Principal motivo |
|---|---|---|
| Turismo/restauração | Instagram e TikTok | Visuais, aspiracionais, elevada interação |
| SaaS | LinkedIn, YouTube e TikTok | Conteúdo educativo, profissional, tutoriais |
| Retalho/e-commerce | Instagram, TikTok e Meta Ads | Descoberta de produto + compra direta |
| Serviços | Facebook Ads e LinkedIn | Captação de leads segmentados |
Exemplo: um restaurante deveria dar prioridade às Instagram Stories para mostrar o menu diário e incentivar os clientes a publicar stories em cada visita, complementando com uma estratégia de influencer + UGC para aumentar o alcance, enquanto uma empresa SaaS deve centrar-se no LinkedIn para partilhar casos de sucesso e gerar lead magnets, explorando conteúdos em vídeo no TikTok ou Instagram onde apresente a solução para um problema.
4. Define o tom e a personalidade da tua marca
A tua marca deve soar como uma pessoa, não como um manual corporativo. A chave está em manter coerência e autenticidade em cada publicação. Quer sejas a Moeve, o Santander ou a Seguros Pepito, trabalhas com pessoas… por favor, não trates ninguém por você em caso algum. Nunca.
E atenção: também não utilizes o tom irreverente (que esteve tão na moda) em todos os setores e empresas. Não é a mesma coisa a “Burguer King”, que se dirige a jovens de 15 anos, e a “Seguros Pepito”, que se dirige a pais de família de 40 anos que não entendem o que é “POV”.
Exemplos de tom por setor:
- Restauração: próximo, divertido, com humor nas stories.
- Turismo: inspirador, aspiracional, com frases que convidam a viajar.
- SaaS: especialista, educativo, transmitindo confiança.
- Retalho: dinâmico, fresco, centrado em tendências e estilos de vida.
Até aqui, provavelmente nada que não ultrapasses… certo? Agora é que começa a parte interessante!

5. Plano de conteúdos variado e eficaz
Agora sim! Vamos ver que conteúdos funcionam, mas a sério.
O plano de conteúdos é a alma de qualquer estratégia. Deve ter valor, ser diverso, relevante e… adaptado a cada rede social.
Bom, isto último quase ninguém faz “bem a 100%”. A não ser que te chames Apple, Carrefour ou Disney.
Tipos de conteúdo imprescindíveis:
- UGC: vídeos reais de pessoas: entretenimento, informativos, testemunhos, how-to, storytelling… Ainda não conheces a melhor plataforma de conteúdo UGC de Espanha?.
- Educativo: tutoriais, conselhos, “como fazer”.
- Aspiracional: mostrar um estilo de vida associado ao produto.
- Entretenimento: humor, tendências, desafios virais.
- Corporativo (em pequenas doses): novidades de produto, equipa, cultura empresarial. Nestes casos, tenta contá-lo de forma natural e pouco corporativa; se necessário, apoia-te em influencers ou criadores de UGC para que sejam eles a contá-lo.
- Promoção / venda: utiliza as stories no Instagram (mas não impinjas o produto de forma descarada; dá-lhe contexto e vende-o com graça), no TikTok não fales diretamente do produto a menos que seja uma mega solução incrível para algum problema; no Facebook, já podes publicar mais conteúdo promocional.
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Veja todos os tipos de conteúdos em vídeo aqui. Outros, como:
- How-to / Tutorial
- Vídeo testemunhal
- Vídeos para lançamentos / inaugurações
- Vídeos Before & After
- Comparativo
- Experiência de compra
- Vídeos com objetivos de SEO
Exemplos por setor:
- Turismo: reels de “um dia no destino”.
- Restauração: stories com sondagens sobre o prato especial da semana.
- SaaS: vídeos explicativos no YouTube a mostrar funcionalidades-chave.
- Retalho: unboxing de produtos gravados por clientes.
- Serviços: testemunhos em vídeo de clientes satisfeitos.
Quanto devo publicar?
Menos é mais. Se não tiver conteúdo de valor, é preferível não publicar nada nessa semana ou publicar menos conteúdos.
- Publique 2-5 conteúdos por semana no formato feed (carrosséis, reels, vídeos, vídeos em carrossel)
- Publique stories durante 3-5 dias por semana no Instagram. Publique no máximo 2-3 stories por dia.
Crie um calendário editorial mensal com, no mínimo, 3 formatos diferentes (ex.: 3 reels, 2 carrosséis e 5 stories por semana).
6. UGC e influenciadores na estratégia

O UGC (conteúdo gerado pelos utilizadores) e os influenciadores são dois grandes aliados, embora cumpram funções distintas. UGC vs Influencer.
- UGC: conteúdo autêntico criado por pessoas comuns. Funciona muito bem como conteúdo de marca para transmitir mais confiança, naturalidade e diversidade, além de aumentar o alcance das publicações orgânicas.
- Influenciadores: amplificam a mensagem graças à sua comunidade, sendo ideais para branding e alcance massivo. É uma excelente ideia criar conteúdos colaborativos (especialmente vídeos) com os influenciadores.
7. Social Ads: como amplificar o seu conteúdo
O alcance orgânico é limitado. Para que a sua estratégia funcione, precisa de investir em Ads e UGC Ads.
Orçamento recomendado:
- Destine entre 10-20% do seu orçamento de marketing a Social Ads.

Exemplos por setor:
- Turismo/restauração: 300€ em Ads para amplificar publicações orgânicas e alcançar +15k visualizações por conteúdo.
- SaaS: LinkedIn Ads com teste gratuito para gestores de um setor.
- Retalho: remarketing no Instagram com vídeos UGC para recuperar carrinhos abandonados, falando sobre esse produto ou comparando-o com outros semelhantes.
- Serviços: Facebook Ads ou LinkedIn Ads segmentados para captar formulários de contacto ou leads.
Dê prioridade a criativos em vídeo (especialmente UGC), pois têm até 40% melhores KPIs de conversão (CTR, CPA, CPL) do que os anúncios tradicionais feitos com criativos estáticos ou vídeos de bancos de imagens.
65% dos clientes da HICARI fazem UGC para a sua estratégia de anúncios. Pode ver exemplos de marcas como Metalidea, MasterD, Holaluz, PlayUZU, entre outras, aqui.
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8. Construção de comunidade e engagement
As redes sociais não são uma montra estática: são um espaço de interação.
Como pode fazer branded content?
- Um podcast. Mas não mais um... tem de se diferenciar de alguma forma. Nós temos este podcast de marketing, que é como se fossem áudios do WhatsApp, pequenas doses de valor sobre marketing. O que lhe ocorre? Lembre-se de que, se fizer vídeo, poderá alimentar as suas redes sociais com clips.
- Cobranding: procure outras empresas com públicos semelhantes e proponha conteúdos colaborativos, passatempos, ações divertidas, mostre como ambos os produtos e/ou serviços podem combinar entre si, crie conteúdos colaborativos, etc.
- Responda a mensagens e comentários pelo menos duas vezes por dia. Todos, repita comigo… T-O-D-O-S.
Exemplos por setor:
- Turismo: concursos de fotografias de viagens com um hashtag próprio.
- Restauração: sondagens nas stories para escolher o cocktail do mês. Oferta de um cocktail grátis a 10 participantes.
- SaaS: webinars em direto para responder a dúvidas.
- Retalho: desafios virais no TikTok com clientes a utilizar um produto.
- Serviços: ferramentas gratuitas para o seu público-alvo, para captar contactos.
Tendências 2026 nas redes sociais

- IA generativa: criação de conteúdos de apoio (sem perder a autenticidade) para determinados conteúdos. Por favor, não abusem da criação de vídeos com IA: é o mais antinatural do mundo.
- Comércio social: compra direta dentro do TikTok se tiver produtos físicos.
- TikTok como motor de pesquisa: cada vez mais utilizado como o Google pelos jovens.
- Vídeos para posicionar no Google. Como fazer SEO com vídeos.
- LinkedIn como rede de criadores: vídeos, carrosséis, diretos.
- Microcomunidades: grupos privados no WhatsApp, Instagram, Telegram ou Discord. Dependendo de onde está a sua audiência, mas por favor, não abra todos estes canais.

Isto também lhe interessa: tendências em UGC em 2026.
Erros comuns que arruínam a sua estratégia
- Não investir em Ads.
- Ficar obcecado com seguidores em vez de alcance, engagement, leads ou vendas.
- Utilizar apenas conteúdo corporativo e aborrecido.
- Não utilizar UGC.
- Não adaptar a mensagem a cada rede social.
- Ignorar os resultados e não otimizar.
Originalidade e personalidade
O principal problema das empresas é que olham para o que a concorrência faz (aspiracional) e querem fazer o mesmo sem parar para pensar em como poderiam fazê-lo de forma diferente, como podem ser originais, divertidas ou únicas e transmitir personalidade.
Como a Carls Jr passou o jogo ao contratar os atores da KFC e ao brincar com as suas rimas:
Um exemplo original de conteúdo na HICARI:
Medição e KPIs das redes sociais
KPIs básicos:
- Alcance e impressões.
- Engagement rate (interações/alcance).
- Cliques no website.
- Leads ou vendas geradas.
- ROI (retorno do investimento).
Exemplos por setor:
- Turismo/restauração: número de reservas atribuídas às redes sociais.
- SaaS: custo por demonstração gratuita.
- Retalho: vendas diretas a partir de campanhas no Instagram ou TikTok.
- Serviços: formulários preenchidos no website.
Orçamento para redes sociais: como distribuí-lo
Uma fórmula prática consiste em dedicar entre 10% e 30% do orçamento total de marketing digital às redes sociais. Dependendo do volume de vendas ou do branding de que necessita.
Exemplo de distribuição mensal:
- Criação de conteúdo orgânico (UGC, design, edição): 30%.
- Impulso da marca e alcance (influenciadores, cobranding, passatempos): 20%
- Paid Media (Ads): 20%.
- Gestão e estratégia: 30%.
Cenários reais:
- PME local → 500–1.000€/mês.
- Empresa média → 2.000–5.000€/mês.
- Grande marca → +10.000€/mês.
Exemplo real (ver os números aqui):
13. Checklist prático de estratégia
- Objetivos definidos.
- Buyer persona e micronics claros.
- Seleção adequada das redes sociais.
- Tom e personalidade consistentes.
- Plano de conteúdos mensal.
- Utilização de UGC
- Plano de influenciadores.
- Orçamento para Ads atribuído.
- Resposta ativa à comunidade.
- KPIs definidos e medidos.
- Otimização mensal dos resultados.
Está pronto para pedir vídeos UGC à medida para os seus anúncios?
Escolha o criador, publique o seu brief na HICARI e receba conteúdo pronto a utilizar em campanhas ou eCommerce. Pague apenas por cada vídeo.
Uma estratégia de redes sociais para uma empresa não consiste em publicar por publicar. É um processo planeado que combina objetivos claros, conhecimento do público, conteúdo variado, investimento em Ads, interação constante e medição de resultados.
As empresas que a aplicam — sejam de turismo, restauração, SaaS, retalho ou serviços — conseguem mais vendas, uma comunidade maior e um ROI muito superior.
O primeiro passo para se diferenciar é apostar em conteúdos autênticos como o UGC, que geram confiança e convertem melhor do que qualquer anúncio corporativo.
Dúvidas sobre estratégia de redes sociais
O que é uma estratégia de redes sociais para uma empresa?
Que redes sociais funcionam melhor por setor?
Quanto custa uma estratégia de redes sociais?
Qual é a diferença entre estratégia e plano de conteúdos?
Como medir o ROI nas redes sociais?
Perguntas frequentes
Com que frequência convém publicar nas redes sociais?
Publica 2-5 conteúdos por semana no formato feed e stories 3-5 dias por semana no Instagram, com um máximo de 2-3 stories por dia. Cria um calendário mensal com, no mínimo, 3 formatos diferentes.
Que papel desempenham o UGC e os influencers numa estratégia?
O UGC transmite confiança, naturalidade, diversidade e alcance às publicações orgânicas. Os influencers amplificam a mensagem graças à sua comunidade e são adequados para branding e alcance massivo.
Que percentagem do orçamento de marketing deve ser destinada a Social Ads?
O orçamento recomendado para Social Ads situa-se entre 10-20% do orçamento de marketing. Além disso, os criativos em vídeo, especialmente UGC, têm KPIs de conversão até 40% melhores do que os anúncios tradicionais.
Para marcas
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Criar conta de marcaou fala com a equipa
